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Entenda um pouco mais sobre as estrias

Estrias são como cicatrizes onde houve estiramento excessivo da pele, levando a um rompimento prematuro das fibras de colágeno e elastina.

É uma alteração cutânea muito comum, sobretudo no sexo feminino, o que permite o questionamento se, de fato, devem ser consideradas como anormais; no entanto, problemas de ordem estética e/ou psicológica muitas vezes justificam a busca por tratamentos.

Existem vários fatores que podem predispor ou desencadear as estrias. São de origem genética, hormonal, resultantes de aumento exagerado do peso, do aumento abrupto de massa muscular (observado em pessoas que se submetem a uma hipertrofia muscular rápida, acompanhada de distensão importante da pele). Determinados medicamentos, como os corticóides, também desencadeiam o surgimento de estrias.

Caracteristicamente surgem a partir da adolescência ou durante a gravidez. Não é comum ocorrer em pré-puberes ou pessoas acima de 45 anos. Tem-se observado o aparecimento de estrias em mulheres mais velhas durante a reposição hormonal.

Ocorre de 3 a 6 vezes mais no sexo feminino. Na mulher, as localizações mais predominantes são as nádegas, abdome e mamas. Nos homens, predominam no dorso, região lombossacra e parte externa das coxas.

O comprimento varia desde alguns milímetros até 30 cm e, a largura, de 2 a 5 mm, porém pode chegar a 3cm e, excepcionalmente, até 6 cm. Nos casos mais exuberantes o médico deve ser consultado para reconhecer a existência de doenças associadas ou determinados estados fisiológicos.

Na fase inicial, as estrias têm coloração rósea ou violácea e podem coçar, traduzindo o estado inflamatório da pele no local. Com o passar do tempo, torna-se esbranquiçada e o processo inflamatório diminui, as fibras elásticas apresentam-se fragmentadas e o colágeno muda a sua organização na derme. Nesta fase tardia, além da cor esbranquiçada, percebe-se que a pele sobre a estria fica mais fina, deprimida e com aspecto enrugado.

Prevenindo as estrias

O surgimento das estrias depende de uma tendência pessoal. Algumas pessoas as desenvolvem mesmo com pouca distensão da pele e outras não desenvolvem estrias nem na gravidez, quando a distensão da pele é muito grande.

De qualquer forma, recomenda-se a hidratação intensa da pele com cremes e loções, especialmente se há histórico familiar de estrias. Deve-se beber água em abundância e evitar aumento de peso abrupto e/ou excessivo, praticar exercícios físicos regularmente, sob orientação profissional.

Tratamento para estrias

Não existe um tratamento que faça a pele voltar ao que era antes, porém pode-se melhorar o aspecto das lesões, tornando as lesões pouco perceptíveis.

As estrias recentes (róseas ou violáceas) respondem melhor aos tratamentos, ao contrário das estrias antigas, que já estão consolidadas e não apresentam mais processo inflamatório.
Os tratamentos utilizados visam à estimulação da pele para uma maior produção das fibras.

Várias técnicas podem ser empregadas, entre elas:

-Ácidos:
A aplicação de ácidos, especialmente a tretinoína, pode ser utilizada. A concentração da tretinoína varia de 0,05 a 0,1 %, aplicada 1 a 2 vezes ao dia. Hidratantes devem ser associados no tratamento para controle da irritação que é provocada no local.

-Peelings Superficiais:
Agem da mesma maneira que os ácidos. No entanto, sua ação é mais acelerada e intensa. Peelings seriados podem ser realizados, com intervalos de 1 a 2 semanas, sempre respeitando a irritação da pele do local.
Os produtos comumente utilizados são: tretinoína, solução de Jessner, ácido glicólico, ácido tricloroacético.

-Intradermoterapia:
Consiste na injeção de substâncias na derme, estimulando a formação de colágeno nas áreas afetadas pelas estrias. Sempre causa certo desconforto para o paciente, portanto aqueles com temor de agulhas devem evitar este tratamento.

-Dermabrasão:
É como um ´lixamento´ das estrias, realizado sob anestesia local, objetivando a formação de colágeno através de um estímulo físico.

-Laser/Luz pulsada:
A sua utilização para tratamento de estrias róseas/violáceas tem mostrado bons resultados.

-Subcisão:
A subcisão é uma técnica realizada sob anestesia local. Uma agulha é introduzida na derme, com movimentos circulares e de “vai-e-vem”, suaves, com o objetivo de causar um hematoma no local. O trauma causado leva à reorganização do tecido colágeno no local e também ao aparecimento de hematomas. Estes hematomas são desejáveis e fazem parte do tratamento, pois o processo de absorção do hematoma pelo organismo também estimula a reorganização do tecido na área tratada.

Orientações: Dra. Andrea Miyuki Yoshimura - Dermatologista

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