Quer saber como cuidar bem de sua pele e de seus cabelos? Confira abaixo as recomendações de especialistas.

O CLIMATÉRIO E A PELE

O climatério é o período de transição entre a vida reprodutiva e a senescência (processo de envelhecimento do organismo), em média se estendendo entre os 40 e 55 anos de idade. É uma fase em que ocorre diminuição da produção dos hormônios ovarianos e o fim das menstruações (menopausa), em média entre os 48 e 52 anos.

Durante o período reprodutivo, o estrôgenio exerce efeitos em todo o organismo feminino e, assim, não é de se surpreender que a sua redução progressiva predisponha a alterações como osteoporose, doenças cardiovasculares e alterações atróficas do tecido urogenital.

Os sintomas da deficiência estrogênica mais frequentemente observados são ondas de calor, transpiração noturna, dores de cabeça e tontura.

Nesse período da vida, a pele em geral se torna mais seca e descamativa, sendo comum o aumento da espessura da planta do pé, formando calosidades no calcanhar e até rachaduras. A pele necessita de maior hidratação também porque a atividade das glândulas sebáceas diminui. Essa desidratação se traduz com aumento da perda de água através da epiderme e maior sensibilidade a cosméticos, sabões, shampoos e fatores climáticos. As alterações de ressecamento são quase sempre reversíveis com reposição de hormônios sexuais apropriados. Assim, fica claro que os hormônios sexuais (em particular o estrogênio) exercem importante função na manutenção da qualidade da pele da mulher.

Alterações nas fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, provocam flacidez e pequenas rugas ao redor da boca e na testa, além de vincos entre o nariz e os lábios ("bigode-chinês"). As células que produzem o pigmento da pele tornam-se menos eficientes na produção de melanina e, sob influência da radiação ultravioleta, fazem surgir pintas e manchas.

A terapia com reposição de estrogênios parece aumentar a vascularização da pele, além de aumentar a produção de colágeno e de ácido hialurônico, aumentando o conteúdo de água entre as células da derme.

As alterações mais frequentemente observadas nos cabelos durante o climatério são o embranquecimento e a queda. O embranquecimento é consequente à diminuição de melanócitos na papila do folículo piloso e à redução da produção de melanina, o que também é geneticamente influenciado. A queda de cabelos pode decorrer de três fatores: a hereditariedade, os hormônios sexuais masculinos (que a mulher tem em pequena quantidade) e as doenças do couro cabeludo.

O uso dos estrogênios para suprimir a atividade de hormônios masculinos e melhorar a queda de cabelos ainda é assunto discutido.

O climatério deve representar um período de prevenção de doenças e promoção de saúde. Para tanto, são fundamentais a alimentação balanceada, com o consumo de alimentos ricos em cálcio (como leite e derivados), atividade física regular e restrição do álcool e do fumo.

Na pele, a fotoproteção deve ser um hábito oriundo da infância. É importante evitar banhos quentes e prolongados e a hidratação deve ser reforçada, com produtos que tenham propriedades de barreira e que recuperem a maciez, o brilho e a elasticidade.

O uso de estrôgenios topicamente na pele ainda está em fase de estudos e não existem conclusões suficientes para que este tratamento possa ser recomendado às pacientes.

Os sintomas climatéricos e outras alterações relacionadas podem ser revertidos com a terapia de reposição estrogênica, que deve ser avaliada pelo médico ginecologista.

Orientações: Dra. Andrea Miyuki Yoshimura – Dermatologista

  • Voltar
  • Ver Próxima

Newcare Hands

Gel Esfoliante Corporal

Loção Super-hidratante